Parque Nacional Peneda-Gerês

O Parque Nacional Peneda-Gerês, criado em 1971 – a fazer 50 anos neste ano -, foi a primeira área protegida de Portugal e ainda hoje é o nosso único Parque Nacional. É enorme, quer em área quer em diversidade. Em territórios das antigas províncias do Minho e de Trás-os-Montes, abrange as serras da Peneda e do Gerês, sim, mas também as serras Amarela e do Soajo. Por aqui fica o segundo ponto mais alto do nosso território continental, o Pico da Nevosa, instalado a 1546m de altitude.

O Gerês, como carinhosamente nos referimos a toda esta realidade, possui uma riqueza única ao nível do património natural e cultural. Dominam serras, mas também rios, vales e cascatas. Campos de cultivo e pastagens. Vacas barrosãs, cavalos garranos e cabras-monteses. Homens que há muitos milénios para aqui vieram, desafiando o isolamento e as condições hostis da montanha deixaram-nos vestígios de antas, de castros, da geira (estrada romana) e de castelos. Ainda hoje perduram aldeias comunitárias e ideias como a branda e a inverneira, resquícios da transumância. A terra foi moldada em socalcos e os espigueiros são apenas mais um elemento que testemunha a ruralidade do Gerês.

Podemos demorarmo-nos indefinidamente a percorrer toda esta realidade e a tentar descobrir os seus segredos. Para isso, carro próprio é essencial. No entanto, embora não tivéssemos resistido a espreitar o miradouro da Pedra Bela (por mais voltas que se dê continua rei do Gerês e a estrada que nos transporta até lá rainha), desta vez optámos por nos dedicar às caminhadas, modo de chegar a lugares que de outra forma não podem ser conhecidos. Não se pense, porém, que assim se evitam as pessoas. Afinal de contas, o Gerês já não é segredo para quase ninguém.

Em posts seguintes andaremos, assim, pela Mata da Albergaria, Poço Azul, Cascata de Pincães, Cascata de Cela Cavalos e 7 Lagoas do Xertelo. Todos estes lugares possuem em comum piscinas naturais, pelo que num dia mais quente a sua natureza luxuriante será melhor aproveitada. Uma dica: em pleno Verão o calor poderá ser demasiado e a quantidade de água menor, pelo que os meses de Maio e Junho, após a época das chuvas, serão os melhores para se visitar este Gerês.

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