Fauna Andina – Lhamas

Domesticadas há séculos pelos incas, as lhamas foram os primeiros animais de carga dos Andes. São reconhecidas 3 espécies do género lhama: a lhama, a alpaca, e o guanaco. Ambos são animais fortes que suportam facilmente pesos elevados (60 kg) mesmo em terreno de topografia acidentada, como é o caso dos Andes. Ainda hoje, a população andina os usa para esse fim, bem como a sua lã, couro e carne.
São em termos gerais animais de fácil manejo e dóceis, contudo, quando maltratados, replicam às agressões dirigindo uma belíssima e volumosa cuspidela nos surpresos agressores.

Puerto Natales – partida para os fiordes e glaciares

Chegada a Puerto Natales, a cidade mais próxima das Torres del Paine e ponto de partida para explorar o Parque: montanhas e mais montanhas de puerto natalinos a “oferecer” alojamento – particular – aos viajantes. A cidade, em si, não tem grandes atractivos para além daqueles de um pequeno povoado bastante hospitaleiro, mas tem boas infra-estruturas turísticas. É no entanto inesquecível pela natureza que a envolve. Desde logo, o Seno (Fiorde) Ultima Esperanza, os Glaciares Balmaceda e Serrano com os Cuernos del Paine a avistarem-se ao fundo. E, num outro plano, a Cueva del Milodon, a qual serviu de inspiração a Bruce Chatwin para o livro In Patagonia.
Após um dia belíssimo de navegação no Fiorde tocou-nos um dia feíssimo rumo ao Parque Nacional Torres del Paine (cerca de 2 a 3 horas de viagem desde Puerto Natales). O tempo na Patagónia é assim, não se pode contar muito com ele.

Punta Arenas para Puerto Natales

O Parque Nacional Torres del Paine (na foto em baixo vêem-se os “Cuernos del Paine”) fica situado no Sul do Chile. Desde Punta Arenas, a capital da província de Magallanes, terá de se apanhar um autocarro até Puerto Natales. São “apenas” 4 horas de viagem, sempre a direito e sempre plano, com pouca vegetação (as poucas árvores existentes vão-se curvando à passagem dos fortes ventos da Patagónia). No autocarro poucos viajantes. E muitos “locais”. Em pé. Autocarro completamente cheio. Mas ninguém se aborrece e a maior parte dos passageiros terá muitas horas de viagem pela frente. Pelo caminho vêem-se algumas estâncias a km e km de distância umas das outras. Tudo aqui é imenso, a paisagem, o vento, a solidão. Poder-se-ia dizer que sempre a mesma paisagem cansa. Mas não, a sensação de descompressão do fim do mundo produz o efeito contrário.