O Castelo de Guimarães é mais antigo do que a Sé de Braga

Andando Sem Parar para norte do nosso país vamos dar ao Minho, a província mais verde de Portugal. Uma das razões daquele verde todo é a chuva que por lá costuma cair. Pois. Devia ter-me lembrado disso antes. Como andavamos todos a lamentar a falta de chuva nos últimos meses, agora não me posso queixar que tenha chovido logo nos dias que escolhi ir para o verde Minho. Azar? Talvez não. Aproveitou-se na mesma.
Braga, por estes dias de Semana Santa, estava toda embelezada no sentido de fazer jus ao cognome de capital eclesiástica do país. E cumpriu – para além de a cada esquina se tropeçar numa igreja, as ruas receberam os adereços condizentes com a ocasião e escutava-se em som de fundo uma música que gerava acalmia. Por outro lado, já se sabia que Braga é das cidades mais jovens do país e uma das que mais tem crescido, muito à conta da universidade, certamente. Deu gosto ver tanta gente nas suas ruas e praças, jovens e menos jovens, muitos espanhóis. Um ambiente raro de se ver, pelo menos aqui para a minha terra, com excepção dos shoppings e do Parque das Nações a um domingo à tarde.
Para além das questões ligadas à religião e da visita mais que certa ao Bom Jesus, há que não esquecer que Braga é também considerada a capital do Barroco. O edifício da Câmara Municipal é um bom exemplo do porquê desta consideração.
De Guimarães, a rival do Minho, fiquei com a ideia de que o empenhamento em conservar o centro histórico, que teve como resultado a distinção da Unesco, valeu bem a pena. Fica-se a saber que aquela ideia de cidade onde nasceu a Nação – Castelo e berço do fundador -, tão ao gosto da velha senhora, embora sendo verdade tem muito mais a oferecer a quem a visita. Aos olhos dos turistas (e viajantes) “modernos”, mais do que ir em busca de um monumento ou símbolo isolado, pretende-se contemplar e gozar um sítio no seu todo, enquanto legado histórico que chegou aos nossos dias pleno de autenticidade e pronto a ser fruido por quem vive o presente. E é isso que se sente em Guimarães, para além do seu Castelo e da estátua de D. Afonso Henriques. Ao deambular pelas ruas do seu centro histórico, sente-se que ali existe ainda vida.
Um nota final: era feriado – sexta-feira santa – fim de semana alargado, muita gente nas redondezas, um dos conjuntos monásticos mais importantes de Portugal a apenas 4km de Braga, entrada gratuita precisamente por ser feriado e… 5 pessoas a visitar o Mosteiro de Tibães (com visita guiada na ementa).
Para quem possa ter interesse em mais informação sobre o Mosteiro de Tibães é só clicar aqui .