Bayon

O templo de Bayon é um dos favoritos dos viajantes.
A francesa que viajava connosco pelo Mekong já tinha nos tinha dado o seu veredicto “este é o tal”, daí que as expectativas fossem imensas.
E, de facto, ao lado da imponência de Angkor Wat, da delicadeza de Banteay Srei e da luxúria da selva que invade Ta Phrom, o mistério das faces de Bayon ficará para sempre gravado na nossa memória.

Este templo é um dos mais enigmáticos de Angkor.
O seu simbolismo e forma original ainda hoje estão para ser entendidos. Nem mesmo quanto às faces – 4 – que decoram cada uma das 54 torres do templo existe consenso. Há quem defenda que estes rostos representam o Bodhisattva Avalokiteshvara, ligando-o ao carácter budista do templo, e há quem defenda que estes rostos não são mais do que a representação da imagem do rei Jayarvarman VII, ligando-o à omnipresença do rei.

Certa parece ser a evidência de que o templo pretende exprimir a ligação simbólica entre o céu e a terra. E aqui é fácil deixarmos a nossa mente desprender-se do nosso corpo, tanta é a harmonia presente no templo, com a obra-prima (mais uma) que são os baixos-relevos que retratam cenas do dia a dia, mas também – e sobretudo – pela expressividade dos rostos com lábios e olhos poderosos, num total de 216, que teimam em perseguir-nos.
É o simbólico “sorriso de Angkor”.

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