Uns Quantos Templos Mais

Como umas criancinhas bem formatadas, papamos a sopinha toda e fizemos os trabalhos de casa todos. Quer isto dizer, entrámos e conhecemos todos os templos a que tivemos direito na nossa estadia de 3 dias inteirinhos nas imediações de Angkor.
Uns tem o poder de despertar mais a nossa paixão do que outros, mas todos eles são interessantíssimos e cativantes na sua arquitectura, com pormenores delicados que nem a escura pedra característica de Angkor é capaz de afastar.
Ainda no perímetro das grandes atracões de Angkor ficam os templos de Ta Phrom, Preah Khan, Neak Pean e Phnom Bakheng, uns dos que entre tantos outros nos seduziram.


Phnom Bakheng é um templo pirâmide construído num monte natural, lá bem no alto. É o local em Angkor para se chegar antes do sol se pôr, com uma vista fabulosa da imensa selva que nos rodeia, com o Tonle Sap do outro lado. Sobe-se a bem subir mais de um km, e há quem o faça de elefante, e a descida é feita sem qualquer luz, com cuidado para ver onde assentamos os pés e para não esbarrarmos na multidão que teve a mesma ideia do que nós.

Mas, incrivelmente, depois de nova multidão a ver nascer o sol em Angkor Wat, ainda é possível encontrar-se templos vazios por aqui. Está bem que a hora da manhã (cerca de 7:30) e o tempo que fazia (chuva intensa) não convidavam a muitos passeios. Mas não estávamos lá todos para o mesmo?
Assim, por sorte conseguimos ter Preah Khan e Preah Neak Pean só para nós.


Neak Pean é um dos mais idílicos locais de Angkor, um pequeno templo numa ilhota no meio do que era a piscina dos reis.

Preah Khan é um templo imenso, um dos maiores de Angkor, cujo significado literal é “espada sagrada”. Aventurámo-nos completamente sozinhas atravessando as várias divisões deste antigo mosteiro, de pátio em pátio, testemunhas únicas num ambiente misterioso no meio da selva.

Ta Phrom é um dos mais carismáticos templos de Angkor, o tal que foi lugar das filmagens de Tomb Raider. À semelhança de Preah Khan, também teve como função original ter servido de mosteiro. As suas arquitecturas são também parecidas. E também nos dois templos as árvores têm mostrado as suas garras, na forma de raízes devoradoras, destruindo muito das suas estruturas. Mas, ao contrário de Preah Khan, o Ta Phrom foi deixado propositadamente à acção da natureza e, assim, foi deixado intocado pelos arqueólogos que mais não fizeram aqui do que recuperar umas passagens para que os visitantes caminhem em maior segurança.
Como alguém escreveu em tempos “o seu estado de ruína é um estado de beleza”. E o mistério aqui volta a sentir-se, ainda que com muito mais gente como testemunha.
Os seus corredores estreitos desembocam em pátios e mais pátios à medida que nos vamos perdendo, tentando identificar esta e mais aquela árvore de raízes devoradoras que havíamos visto na fotografia de um qualquer livro. Mas em Ta Phrom estas situações são mais do que muitas, raízes como nunca viramos ou imagináramos existir, aterradoras mesmo.

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