O Centro da Terra

Não é fácil imaginar como apenas cerca de 320 mil habitantes, distribuídos por um pedaço de terreno um pouco maior do que o de Portugal Continental, conseguem constituir, sustentar e incrementar uma economia auto-suficiente e autónoma (faz de conta que escrevi isto há uns meses). Mais desafiante ainda para a imaginação: não só o conseguem como ainda fazem do seu país um dos mais ricos e desenvolvidos do mundo. E vivem do quê? Cada vez mais do turismo, mas, essencialmente da pesca, da carne de cordeiro, de um pouco de leite. Quanto a recursos naturais estamos praticamente conversados – tirando magotes de energia hidroeléctrica e geotérmica, que fazem com que os islandeses tenham água quente e aquecimento das suas casas praticamente à borla.
À parte isto, o forte da Islândia são mesmo os seus fenómenos naturais – fiordes, lagos, glaciares, quedas de água de todas as formas e feitios, piscinas naturais com água naturalmente (mais do que bem) aquecida, praias de areia preta, vulcões e suas crateras, lava, sandurs (desertos de sedimentos), montanhas coloridas, géisers, canyons, parques naturais com infindáveis oportunidades de caminhadas. Terei esquecido de alguma coisa neste rol dos fenómenos da natureza que mais encantam? Então acrescento-lhe ainda as baleias, os puffins e os cavalos islandeses, belos de morrer. Só não tivemos direito a aurora boreal, mas isso a culpa é da época do ano.
Apenas umas curiosidades mais. Apesar de geologicamente a Islândia ser parte tanto da placa continental europeia como americana, pertence à Europa, mas não se livra de ter como pedaço de terra mais perto de si a Gronelândia, a 287 km, sendo a Noruega, a 970 km, o mais perto que consegue alcançar do continente europeu. É também com o idioma norueguês, segundo uma portuguesa que encontrámos por lá a trabalhar, que a sua língua é mais parecida, não tendo evoluído muito desde o tempo dos Vikings. Será por isso que não entendemos nada do que falam e escrevem? Mas se por aqui não podemos falar em movimento e juventude, que dizer da ilha de Surtsey, parte do arquipélago das Vestmannaeyjar, uma das mais recentes ilhas do mundo, cortesia de uma série de erupções havidas em 1963? Pois, pura energia e emoção, a reviver em próximos posts.

falei das fumarolas fazendo bolhinhas na terra colorida? mais um fenómeno para acrescentar à lista

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