Por São Paulo – Parte 6

Último dia em São Paulo. O regresso ao frio de Portugal está para breve.
Aproveitamos o último dia para percorrer as ruas de Vila Madalena. Na véspera esse plano foi interrompido pelo dilúvio. Ainda chuvisca, mas nada que impossibilite de passear.
Vila Madalena faz parte do distrito de Pinheiros e localiza-se na área oeste de São Paulo.
É um dos bairros boémios e criativos da cidade, pois, nos anos 70 do século XX, a comunidade estudantil foi para ali residir, devido à proximidade das Universidades.
De casas baixas, contrariando a grande densidade urbana de muitas outras áreas de São Paulo, o bairro apresenta uma topografia acidentada e uma toponímia de ruas muito singular. Nomes como Harmonia, Girassol, Purpurina, Original ali são ruas. A responsabilidade é dos estudantes, participantes do movimento anarquista, que optaram por nomes poéticos para baptizarem as ruas do bairro.
Para além de ser um bairro residencial, apresenta uma grande concentração de bares, bem como muitos ateliers, centros artísticos e lojas de cultura urbana e criativa.
Percorremos as ruas, entramos numa ou outra loja, mas acima de tudo fazemos o percurso da street art.
Primeiro vamos ver um mural do Kobra, em homenagem ao clube dos 27, isto é, os artistas que morreram com 27 anos. Janis Joplin, Amy Winehouse, Jimi Hendrix, Brian Jones, Kurt Kobain e Jim Morrison. Obra fantástica.
Seguimos até ao Beco da Escola, a área entre as ruas Belmiro Braga e Padre João Gonçalves.
Deambulamos, enchemos os olhos com a cor dos graffitis, fotografamos, admiramo-nos com a criatividade.
Horas de almoço. Vamos ao Saj, um restaurante libanês em Vila Madalena. Mais uma vez deliciamo-nos com esta culinária.
Poucas horas antes de embarcarmos para Lisboa vamos ainda buscar um livro à Livraria da Vila do JK Iguatemi. Ao último dia, depois de duas semanas pelo Brasil, entramos pela primeira vez num shopping center. Num país onde a cultura do shopping é forte, não deixa de ser uma proeza.
Antes de chegarmos à livraria, passamos pelas lojas das maiores griffes internacionais, que atestam o elevado poder de compra que alguns brasileiros adquiriram nos últimos anos.
Depois subimos ao terraço, onde vai haver um evento de corrida…em passadeiras. Está concorrido. Estranho. Só entendo um evento desta natureza pela poluição das ruas.
Mais uma vez temos oportunidade de observar a cidade de cima. Assim nos despedimos da enorme São Paulo, com os nossos olhos postos na imensidão desta metrópole.

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