Guilin

Guilin é uma das maiores atrações da China e destino de turismo de massas desde 1949, data do início da República Popular da China, quando os comunistas fizeram dela a primeira cidade turística do país. 
Beneficia do facto de estar relativamente perto de Hong Kong e, por isso, ideal para uma escapada sem grandes demoras e riscos com o bónus de se ver paisagens fabulosas.
As montanhas e os rios são soberanos nestas regiões. 
Na viagem de comboio de alta velocidade entre Guilin e Shenzhen (o comboio chega a ultrapassar os 300 km por hora) vamos vendo desfilar aqui e ali um género de erupções de pináculos verdes pela planície. À aproximação de Guilin esses pináculos multiplicam-se e rodeiam-nos por inteiro, preenchendo o cenário de forma ondulante. O resultado parece quase o mesmo quando damos um lápis para a mão de uma criança e lhe pedimos para desenhar um horizonte montanhoso: um emaranhado de formas dão corpo aos picos das montanhas, numa confusão só ao alcance da mente das crianças. Ou da natureza. O cenário é tão irreal que se torna perfeito.
Não surpreende, pois, que há milénios a região inspire poetas e pintores.
O “poético sul” não foi cunhado à toa.
A conjugação de diversos fenómenos naturais, nomeadamente o choque das placas tectónicas e a erosão do terreno pela água e pelo vento, esculpiram e moldaram delicadamente a paisagem fazendo do cenário de Guilin um conjunto de inúmeras colinas de calcário, umas gordinhas, outras esguias, todas elas formosas e com uma vegetação que torna a paisagem luxuriante. 




Da Colina da Beleza Solitária, a 152 metros de altura, observamos a cidade de Guilin e sua envolvente com toda a precisão. 
Para o bem e para o mal. 
O problema de Guilin é que já não é apenas paisagem. A cidade cresceu de forma desordenada, hoje acolhe mais de 1 milhão de habitantes, e apesar de alguns pontos interessantes a sensação que se tem é que talvez ainda verdadeiro o dito que já vem dos tempos da dinastia Ming – “o cenário de Guilin é o melhor de todos sob o céu” -, mas talvez também possamos ser tão ou mais felizes noutro lugar ali perto, de mesmo cenário. Yangshuo, por exemplo. Mas isso confirmaríamos no dia seguinte (veredicto: Guilin é imperdível, sim, mas como ponto breve de transferência; para sul, para Yangshuo; para norte, para os terraços de arroz de Longji).


A Colina da Beleza Solitária fica no complexo do Palácio Wang Cheng, uma mini cidade proibida dos tempos Ming, datada do século XIV, que obedece na perfeição aos princípios do fengshui. Nessa época Guilin era de tal fora importante – e inspiradora – que esta era uma das sedes de governo.
Muitas mais colinas, parques e caves há para visitar em Guilin. O tempo curto, a repetição de vistas e o custo das entradas obrigam a escolhas, porém.


Uma visita a Guilin não fica completa, no entanto, sem uma curta caminhada pela sua promenade, vendo os locais a banharem-se nas águas do rio Li. A 


Colina da Tromba do Elefante, uma das imagens mais conhecidas de Guilin fica aqui perto. É uma das muitas formas que estas rochas mágicas tomam.



Para o final do dia, a não perder a mudança de cores nos elegantes e românticos pagodes do Sol e da Lua nos Lagos Rong e Shan, enquanto que as montanhas ao fundo teimam em não se despedir dos últimos raios de sol.


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