Voltar a Londres

2 símbolos de Londres: o underground e o Harrods

Londres será, provavelmente a par do Rio de Janeiro, a cidade para onde mais vezes viajei.
Não retornava desde 2000 e, apesar do que escrevi na linha acima, levava muitas dificuldades para me orientar pelos seus caminhos. Quero dizer, olhar para o mapa de Londres, com a sua City em grande plano, não me era – e continua a não ser – um exercício muito fácil e imediato.
Quando procuro uma explicação para tal – ainda que sabendo que a orientação não é o meu forte e que conto sempre com a ajuda da mana para esta tarefa, ela sim barra nestas coisas de não ter que virar mapas de cabeça para baixo e, muitas das vezes, até deles prescindir – a explicação busco-a, dizia, no facto de em Londres se recorrer muito ao metro para as deslocações. Com isso, as ligações entre os boroughs e a direcção que deveremos tomar é nos apresentada e fica na nossa memória quase em exclusivo sob a forma do mítico diagrama do underground londrino.
Desta vez tentei esforçar-me mais e prometi para mim mesma que não demorarei outros 7 anos para voltar. Pretextos e projectos para o futuro? Para o ano de 2009 irei em meados de Abril para participar na Maratona de Londres e, quanto muito, para o ano de 2012 irei pela primeira vez assistir a uns Jogos Olímpicos.


Londres em obras

Voltando aos dias de hoje e ao real, havia lido que esta é uma boa altura para visitar Londres. Para além de ser cada vez mais a capital mais cosmopolita da Europa, os novos projectos arquitectónicos não vêm parando desde o início do novo milénio (já tinha tido oportunidade de conhecer o controverso e falhado Millennium Dome de Richard Rogers) e hoje têm o seu lugar lado a lado com alguns dos mais históricos edifícios da cidade.
Exemplos?
Para além do ainda em expansão super vigiado distrito de negócios que é Canary Wharf, a nova Londres ganhou recentemente como símbolos o “30 St Mary Axe” ou “The Gherkin” (pepino que se vê quase de qualquer canto da cidade), o City Wall (bem juntinho à muito fotografada Tower Bridge), a nova cúpula do Great Court do British Museum (que assim se tornou a maior praça coberta de toda a Europa), a Millennium Footbridge (ligando a Catedral de St Paul à Tate Modern) e, entre outros, o novo estádio de Wembley.
Característica em comum? Todos estes são projectos do atelier de Sir Norman Foster.
Será, então, que não existirá mais nenhum arquitecto que possa vir aqui deixar a sua marca? Calma, muitos mais terão a sua oportunidade, que os Jogos Olímpicos de 2012 são apenas mais um mero pretexto para que Londres continue a sua reconversão rumo à modernidade.
Está confirmado: estes e os próximos são tempos ideais para se revisitar Londres.

Ponte para o novo milénio

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