Hinduismo, Parques e Livros

Hoje, segunda-feira seguinte ao Boxing Day, já havia metro. Pus-me, então, a caminho do noroeste londrino, lá para os lados de Wembley, com vista mesmo para o anel do estádio, e cheguei num pulinho a uma outra Londres.
Em Brent, escondido num bairro residencial junto a uma auto-estrada fica o maior templo hindu fora da Índia.
O Shri Swaminarayan Mandir é surpreendente pela alvura do mármore da construção e pela estética delicada no meio da paisagem escura dos arredores de Londres.

Somos lá bem recebidos, calçado deixado à porta, museu com a história do hinduísmo, templo com cerimónia de cerca de oito minutos com homens à frente e mulheres atrás e, no fim, átrio com loja de recordações para turista ver. Mas não há turista por ali, ou pelo menos não havia naquele dia junto às festas do Natal.
De volta para o metro, em direcção a Hampstead Heath, uma outra surpresa: afinal parece que ainda não estavam todas as linhas do metro a funcionar. O autocarro substituiu o trajecto por cima da terra. Apesar do tempo que demorou a chegar, fiquei contente em conhecer lugares a que de outra forma não teria ido.

Em Hampstead Heath não perdi muito tempo, infelizmente. O gelo que cobria o parque meteu-me em sentido e o medo de escorregar fez com que não entrasse mais do que uns poucos metros até chegar a um lago quase totalmente congelado.

Já por estrada segura, andei uns quantos quilómetros até chegar a uma estação de metro aberta e rumei até Primrose Hill. Aqui não me lembrava de alguma vez ter estado, mas já tinha ouvido falar da sua vista. Sorte, o tempo aberto, de céu limpo para os padrões londrinos, deixava identificar vários edifícios ícones da cidade, como a catedral de São Paulo, e outros que são também já um must, como o Pepino de Foster e o Eye.
Desci por ali abaixo até vir ter ao fim (inicio?) do Regent´s Park já com o dia a cair.

Daqui em diante o dia seria dedicado às livrarias. Às primeiras livrarias, para ser mais precisa. Primeiro a Daunt Books, ali perto na Marylebone, bem acolhedora, com uns quantos pisos com todos os livros divididos não por temas mas por país. Depois gostaria de ter visitado a British Library, e aqui, logo ao segundo dia completo em Londres, comecei a irritar-me seriamente. Mais um para a colecção dos fechados.
Não tive outra solução se não a de caminhar um pouco e descer Bloomsbury afora, passando pela Russell Square com o seu hotel que mais parece tirado de um jogo da Lego. Até chegar à livraria Gosh!, perto do British Museum, e me perder com os livros de BD. Ainda sobrou um tempo para dar com as portas fechadas de mais duas livrarias que trazia apontadas.
Mas o que vale é que Convent Garden é animada a qualquer hora, ainda mais se apesar de a noite ter caído ainda não são 6 horas, certo? O melhor é rever a minha ideia de Londres, cidade cosmopolita e aberta ao mundo.

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