Casa Estúdio de Carlos Relvas

Este passeio já tem uns meses largos (Janeiro), tantos que na altura era este o Relvas mais famoso do país (optimismo meu, a bem do património).

A Golegã não é só cavalos. É também a lezíria, que não conseguimos ver, tanta era a chuva e a nebulosidade, boa comida (restaurante Lusitanus, na praça que acolhe a Feira do Cavalo) e o auto denominado “o segredo mais bem guardado do Ribatejo”, o Hotel Lusitano. E, sobretudo, a Golegã é a terra onde o fotógrafo amador Carlos Relvas decidiu construir a sua belíssima casa estúdio.

 

Parte integrante do nosso património cultural, houve um esforço enorme para recuperar o edifício e seus jardins, que albergam algumas espécies exóticas.
O chalet, metade residencial metade estúdio, é um exemplo deslumbrante da arquitectura do ferro oitocentista. A sua construção foi iniciada em 1872 para servir de estúdio e laboratório de fotografia, mas em 1887 viria a ser adaptado a residência após a morte da primeira mulher de Relvas.
Em avançado estado de degradação, nos anos 80 do último século foi doado à Câmara Municipal da Golegã e posteriormente recuperado por esta em parceria com o então IPPAR.


Graças a isso, hoje podemos visitar o conjunto, não só a sua arquitectura exterior, mas também o seu interior composto por distinto mobiliário, profusamente decorado com fotografias, belos tectos, o arquivo fotográfico e a biblioteca particular do fotógrafo. Para acesso ao piso superior encontramos uma linda escada em caracol. Neste piso superior fica, precisamente o estúdio, ainda com equipamento fotográfico, antigo, claro, e uma cortina movida por umas roldanas para melhor controle da luz. Este piso é todo em vidro, todo exposto àluz natural.


Mas é a sua arquitectura exterior que encanta. Fachada cheia de decorações e bem trabalhada, com espaço para dois bustos de fotógrafos da época, encontramos ainda aqui também umas outras belas escadarias em ferro de acesso ao segundo piso. Aliás, o ferro domina o edifício, num estilo que pode ser caracterizado como neo-manuelino e neo-gótico, com uma arquitectura romântica e revivalista, em muito bom tempo superiormente recuperado.

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