Hong Kong – Centro da Ilha

Apesar de hoje se verem cada vez mais arranha-céus em Kowloon, como se fosse uma competição face a face com os da ilha, a maioria e os mais conhecidos ficam na ilha de Hong Kong, concentrados sobretudo na Central e Wan Chai.

No entanto, um pouco por todo o lado eles estão lá. Um dos mais impressionantes é o Highcliff, um edifício residencial de 252 metros de altura, construído já de si numa cota alta, tão estreito que custa a crer que se aguente nas canetas. Mas ele lá esta, parece que a desempenhar o papel de guardião do Happy Valley, o hipódromo onde são disputadas as corridas de cavalos onde as apostas são também elas uma atracção. Este hipódromo, tal como tudo nesta cidade, sejam templos, igrejas, edifícios coloniais ou parques e jardins, fica esmagado entre uma série de prédios. Não é de lamentar, não é feio, é bastante pitoresco.

Estes edifícios que se destacam na paisagem tanto podem ser de escritórios ou residenciais. Ou centros comerciais. Em alguns dos seus pisos podemos encontrar hotéis ou restaurantes, nunca saberemos à partida se não tivermos o trabalho de casa feito.

Os arranha-céus podem ser a imagem de marca de Hong Kong, mas, mais do que isso, eles são uma necessidade, quer face à escassez do território e pressão demográfica, quer face ao terreno declivoso.

Há obviamente edifícios mais elegantes do que outros.

A minha preferência recai no Two IFC (International Finance Centre) que invadiu a paisagem em 2003 tornando-se o mais alto da ilha, título que ainda hoje possui do alto dos seus 416 metros.

Mas também gostei das bolinhas do Jardine House, mais velho três décadas, à data da sua construção o mais alto da vizinhança, considerado o primeiro arranha-céus de Hong Kong.

Outro a registar é o edifício da Torre do Banco da China, o qual parece desafiar as leis da geometria, tornando-se mais estreito quando está mais perto do céu. Apesar dos chineses considerarem que ele vai contra os princípios do feng shui, só temos de lhe agradecer por nos deixar ir no seu elevador supersónico até ao 43º andar e ganharmos uma outra perspectiva da cidade.

A especificidade do Central Plaza é o seu relógio. O seu topo é triangular com uma espécie de antena a apontar o céu e quando foi construído em 1995 os seus 374 metros deram-lhe à época o prazer de ser o mais alto da Ásia.

Isto parece que quando se constrói um edifício por estas paragens o objectivo principal é ser o mais alto, nem que seja da sua rua.

E, depois, mais modestos na sua baixeza, há outros edifícios icónicos em Hong Kong, como é o caso do HSBC, obra de Norman Foster de 1985, aquele que tem os leões a guardá-lo e, diz-se, se se acariciar as suas patinhas tal gesto trar-nos-á sorte.

Uma palavrinha para o Hong Kong Convention & Exhibition Centre, em Wan Chai. Todo em vidro, do seu interior temos acesso a toda a vizinhança, o que inclui a outra margem do Porto Victoria. E vemos que as obras não param nunca em Hong Kong, e parece haver sempre mais terreno para ganhar às águas.

Outra palavrinha para a Catedral de St John’s, edifício colonial do século XIX a destoar da paisagem futurista. Mas o mais interessante é constatar como apesar de tão diferentes estes edifícios conviverem tão bem.

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