Quinto dia em Goa – Holi

Neste dia, 24 de Março de 2016, saímos para brincar ao Holi em Pangim.
A largada de pequenas bombas, um género de estalinhos, havia ficado para trás. O dia traz as cores, muitas cores. E a alegria, muita alegria.

O Holi é um festival hindu tradicional celebrado no primeiro dia de lua cheia do calendário hindu, o mesmo é dizer por volta do fim de Fevereiro ou Março. Neste ano de 2016, o Holi calhou a 24 de Março. Como festival tradicional que é, o Holi assenta numa série de mitos. A vitória do bem sobre o mal, o adeus ao Inverno e as boas vindas à Primavera, um agradecimento para que o futuro traga boas colheitas. Sobretudo, um dia de festa em que todos saem para a rua para brincar e divertir-se.
Normalmente, são dois dias de festa. Na noite da véspera, acendem-se fogueiras e ao seu redor praticam-se pequenos rituais religiosos para que o mal seja destruído. Ou sai-se pelas ruas a libertar pequenas bombinhas – os estalinhos – provavelmente para afugentar o dito mal, embora desta vez também tenha tido a capacidade de afugentar um trio de portuguesas.


Na manhã do dia seguinte – o dia do Holi – é que acontece a alegria maior, um imenso e penetrante carnaval de cores. Quem sai à rua, prevenido ou não, arrisca-se, ou quer mesmo, a ser atingido com as cores vindas do pó que é jogado para o ar ou directamente em nós ou com as cores dos balões de água ou pistolas de água. As primeiras cores que ganhámos foram precisamente de pistolas de água, por duas crianças tímidas que brincavam na rua e às quais nos juntámos antes de seguir para o Azar Maidan, o parque onde a celebração do Holi era mais forte. No entanto, para além de pessoas pelas ruas a largar o pó colorido, viam-se ainda bandas e um género de procissão.





No Azar Maidan o pó e a música eram esfuziantes e contagiantes. Impossível não nos deixarmos levar pela cor e pelo som. A alegria é tão intensa, tudo é tão intenso que apenas dura uma manhã.  “Happy Holi” está na boca de todos nós. Depois do almoço, deixa de se ver gente na rua e a que por cá se deixa estar é porque não arranja forças para seguir o seu caminho, de tão tocada que está. O excesso também tem lugar no Holi e, ao que parece, acaba por ser bem tolerado.
(um parêntesis para referir que Goa tem o seu próprio e muito especial Holi: o Shigmo, celebrado também pela altura de Março ou Abril)


Já depois de um banho tomado e enviada a roupa forçadamente colorida para o lixo, caminhamos mais um pouco pelas ruas de Pangim, escapando com sucesso à largada das cores de fim de festa. 
Almoçámos no Venite, no bairro de São Tomé, falámos mais português e deleitámo-nos pela última vez com a saborosa e bem condicionada comida goesa. 


Ainda não cansadas de tanta cor, demos uma espreitada ao imensamente laranja Templo Maruti, dedicado ao simpático macaquinho Hanuman. Daqui de cima acabámos por ganhar uma outra panorâmica da cidade de Pangim e sua vizinha vegetação. 

Para o fim a despedida do nosso simpático anfitrião no Hotel Maison Fontainhas. Depois de uns dias por lá e de umas agradáveis conversas já não tivemos dúvida: aquele abanar de cabeça para o lado era um sim, sim de agradecimento e saudade mútuos.

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