Milos, a ilha das vilas piscatórias

Para além das suas belas praias, Milos é senhora de umas encantadoras vilas e aldeias piscatórias.

Pollonia, na costa nordeste da ilha, foi a nossa escolha para pernoita. Pequena baía com areia onde podemos passar um fim de tarde sossegado de praia, a vila tem alojamentos de muito bom gosto e excelentes restaurantes. Não faltam os barquinhos e as igrejas. Ou seja, tem infra-estruturas e cenário, tudo o que o visitante precisa para se sentir recompensado.

O centro desta vila piscatória é praticamente uma rua e já está. Mas se estendermos a nossa curiosidade para além desse centro encontraremos recantos onde impera a serenidade.

Adamas é a vila onde está instalado o principal porto de Milos. A baía é muito bonita e os barcos dão-lhe um ar vivido mas ao mesmo tempo tranquilo. Possui uma pequena praia resguardada, mas é o casario branco com breves apontamentos coloridos que lhe dá o encanto. E Adamas é, à semelhança de Pollonia, uma boa opção, e mais central, para servir de base.

Mas as mais inspiradoras localizações de Milos são as suas pequenas aldeias piscatórias que vivem, literalmente, dentro de água.

É forçado considerar Agios Konstantinos, perto de Pollonia, como uma aldeia. É antes um lugar com menos de uma dezena de casas com porta para a água numa enseada quase fechada. Tão fechada e tão recatada que as senhoras ali ficam à conversa, uma na água a fazer os seus exercícios de caminhada, a outra a descascar batatas à porta de casa quase que com os pés na água.

Também na costa norte fica Firopotamos. Esta aldeia é maior, tem praia, igreja, mais casas, mas o cenário de tranquilidade permanece. Aqui podemos continuar em casa com os pés na água.

Podíamos ter ainda visitado outras destas aldeiazinhas piscatórias, como Mandrakia, Areti e Fourkovouni, mas o tempo acaba por não chegar para tudo.

Indispensável, no entanto, uma visita mais demorada a Klima, o maior exemplo e a mais pitoresca e charmosa de todas estas aldeias piscatórias. Localizada no Golfo de Milos, com a vila altaneira de Tripiti como vigia, as casas coloridas à beira mar estendem-se por uma faixa longa, quase que se confundindo com as rochas onde parecem ter sido escavadas. É nesta aldeia que a concentração de syrmatas é maior.

Syrmata é a casa tradicional dos pescadores, construída praticamente em cima da água, com garagem no piso térreo para barco e casa de família no segundo piso. Em Klima estas casas têm vindo a ser transformadas em lojas e alojamento para turistas, mas nada disso lhe retirou o charme. É uma delícia apreciar os vários coloridos das portas e varandas das casas. Mais delicioso ainda foi assistirmos à velhinha de touca de natação a varrer o curto espaço entre a sua casa e o mar enquanto esperava pela sua companheira para entrar na água. Há vida neste postal.

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