NY – Museus

Manhattan tem dos melhores museus do mundo.
Concentrados numa zona, a Museum Mile (Metropolitan Museum of Art, Guggenheim Museum, Neue Gallerie, Frick Collection, Museum of the City of NY, El Museo del Barrio e Whitney Museum of American Art), ou para além dela (MoMA, American Museum of Natural History e Rose Center for Earth & Space). Isto para citar aqueles cujas mostras estão mais próximas dos meus gostos. Infelizmente não foi possível visitar nem metade deles.
Visitei os clássicos: Metropolitan, Guggenheim, MoMa e o Rose Center, este último num edifício recente fantástico como prova de que NY se rejuvenesce arquitectónicamente.

O Metropolitan tem uma das maiores e melhores colecções do mundo, que vai desde templos inteiramente reconstruidos a pinturas, fotografias, tapeçarias e simples objectos, abrangendo a arte americana, europeia, asiática, africana, egípcia, greco-romana, bem como a arte contemporânea. Apesar de as salas do Met não terem uma ligação muito lógica umas às outras e, por isso, seja fácil perder-nos, tive o prazer de descobrir mais sobre Matisse (Matisse: The Fabric of Dreams – His Art and His Textiles), nomeadamente, o seu interesse pelos texteis e a influência que o Norte de África sobre ele produziu. Imperdível no Met é o seu terraço onde, para além do interesse das exibições temporárias que lá são instaladas, se pode ter uma visão do “telhado” do Central Park, composto de árvores e mais árvores, obviamente.

O Guggenheim, com a sua arquitectura reconhecível por quase qualquer habitante deste planeta, foi criado por Frank Lloyd Wright (penso que a sua única obra em Nova Iorque) com o objectivo de servir como museu. Daí que seja muito fácil visitar a sua colecção. À entrada, e por sugestão do arquitecto, deveremos dirigir-nos ao elevador rumo ao seu último andar para depois então iniciarmos a descida pela rampa em espiral. Não há nada que enganar e não corremos o risco de, ao contrário do que acontece no Met, perdermos aquela obra que queriamos mesmo ver. Em Setembro havia estreado uma exposição intitulada “Rússia”, apresentando pinturas desde o Século XIII até aos nossos tempos, abrangendo os painéis de icones, as pinturas dos czares e até umas instalações contemporâneas (bem esquisitas). Estes quadros vieram, assim, juntar-se àqueles de Kadinsky e Chagall (nascido russo) que já eram parte da colecção do Guggenheim.

O MoMA reabriu recentemente (menos de um ano) após uma extensa renovação que praticamente duplicou a sua capacidade. Aqui tudo é em grande, a começar pela fila de visitantes que pretendem visitar o museu na tarde em que a entrada é livre de money. Para isso dispõem de um lote vago ao lado, onde as pessoas se acomodam em voltas e mais voltas. Quando esse lote vir crescer o prédio que lhe falta, os visitantes do museu terão de ir fazer bicha para a 5.ª Avenida. Em relação à sua colecção, foi o museu de que mais gostei. Abrange arquitectura e design, pintura e escultura, desenhos, fotografia e filmes. A roda de bicicleta de Marcel Duchamp está cá, “Les Demoiselles D’ Avignon” de Picasso também estão cá, mais um sem fim de obras de Van Gogh, Matisse, Cézanne, Pissaro… O pequeno jardim do MoMA, com algumas esculturas, é lindo e permite-nos usufruir de um cantinho de bom gosto e calma paredes meias com a confusão da grande cidade.

Entre estes 3 museus vi mais Picassos do que os que havia visto no Museu Picasso, em Paris, exclusivamente dedicado ao pintor.
De referir que as lojas dos museus são verdadeiros pontos turísticos e aqui se encontram dos melhores recuerdos que se podem trazer de NY para os amigos.

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