Capadócia em 11 Passos

Nesta região da Anatólia Central é difícil fugir aos lugares comuns para descrever a sua paisagem.
Lunar, deslumbrante, magnifica, mágica, especial, tudo palavras que servem para descrever a Capadócia mas também muitos outros lugares igualmente especiais do nosso planeta. Mas esta zona do globo está longe de se assemelhar ou sequer se aproximar a qualquer outra. Não! Nada se compara ao cenário que se nos apresenta aqui.
As suas rochas, com um desenho muito característico, só aqui se encontram.
A sua origem deve-se às erupções vulcânicas que deixaram a área sob uma camada de tufo, uma rocha macia formada pela compreensão das cinzas, misturadas com penedos de duro basalto. Depois vieram a ser moldadas pela conjugação de diversos factores naturais para além das erupções vulcânicas, como a lava, a chuva, o vento, os rios, em estreita colaboração com a temperatura e o degelo, e ainda hoje continuam em constante mudança – um milímetro para aqui, um milímetro para ali, em cada década ou par de décadas, tudo impossivelmente imperceptível à vista desarmada mas que deixará aos nossos descendentes umas formas diferentes das que se vêem actualmente. Tudo isto graças à erosão, mas também à acção do Homem, que faz questão de deixar a sua marca naquilo que a Natureza nos lega. Ainda para mais o turismo ataca em força por estas bandas e ainda está só no começo.
À parte o turismo, e por mais estranho que possa parecer, o pó vulcânico aqui presente é bastante fértil e por todo o lado se vêem pomares, hortas e vinhas, o que permite aos seus habitantes não depender exclusivamente da indústria do novo século.

4 dias podem ser mais do que suficientes para explorar a Capadócia mas não são de mais.
Uma pequena ideia do que podemos encontrar nesta terra, cujas imagem de marca – as rochas – são as “chaminés de fadas”:

– igrejas rupestres, marca do cristianismo que em tempos por aqui imperou (ver post anterior);

– mosteiros com cenário de tal forma irreal que servem de set de filmagem para Guerra das Estrelas (Selime);
– cidades subterrâneas, usadas pelos nossos antepassados como esconderijos imensamente extensos, quer em comprimento quer em altura;

– cidades fantasma como Çavusin;

– compras de lindas e exclusivas peças de artesanato / olaria em Avanos;

– caminhadas sob o sol impiedoso pelos vales de rochas estranhas;

– caminhadas sob as copas das árvores do Vale de Ilhara;

– o pôr do sol visto do topo do castelo de Uçhisar;
– o nascer do sol visto de um dos inúmeros balões de ar quente que todas as manhãs sobrevoam a Capadócia;

– um pequeno almoço no Kelebek Hotel de frente para o cenário irreal de formas de rochas e caves, com os gatinhos e abelhinhas por companhia;

– uma sentada, como os locais, pelos campos ou à beira da estrada.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s