Maras/ Moray

Moray foi o primeiro sitio que visitamos e, logo, que surpresa, que lugar incrível. É um anfiteatro circular que os incas criaram e usaram para fazerem experiências com as várias espécies de culturas, dado o microclima que aqui se verifica. O nosso guia explicou que por cada socalco a temperatura descia dois graus centígrados. Fizemos questão de descer tudinho até lá baixo (estes “degraus”, pode não parecer, mas são enormes) e, há que dizê-lo com frontalidade, não o sentimos. Mas isso não retira nenhum encanto a Moray. Aliás, creio, daqui podiam ser inventadas as mais disparatadas histórias que bastava-nos tapar os ouvidos e só ver e ver e ver a lindeza que é este lugar rodeado pelas montanhas dos Andes, alguns com os seus picos nevados. A única coisa que se perdia era perceber como é tão fantástica também a acústica do sítio.

Moray fica perto do lugarejo de Maras onde, outra surpresa, existem umas salinas exploradas já desde o tempo dos incas. Divididas em quadrados ou rectângulos que vistos de longe parecem conter neve, estas salinas estão encravadas entre montes e vão se revelando aos poucos. Caminhamos pelas estreitas passadeiras que dividem os vários cantinhos, tentando não cair na saladeira, enquanto os senhores e senhoras os vão trabalhando e nos permitem confirmar que aquela água não é água, aquela neve não é neve, é mesmo sal e bem salgadinho.

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