Oxford

Quarta-feira, dia 29 de Dezembro, resolvi que o quarto dia em Londres seria passado um pouco longe da cidade. Fui até Oxford, desejo antigo, e confirmei o mau serviço dos transportes públicos por aqui. Tantos anos enganada, mas agora foi de vez. Comboio lento e com paragens para mudança de tripulação pior que tartarugas é igual a atraso certo. O mito da pontualidade britânica foi-se.
O dia em Oxford foi chuvoso e escuro. Ainda assim, a imponência e elegância dos seus edifícios é bem visível.

Desde sempre me habituei a ouvir falar na universidade de Oxford, a maior entre as maiores, mas o que não sabia é que não existia apenas uma Universidade de Oxford, mas antes um conjunto de prestigiados colégios que pertencem todos eles à dita Universidade de Oxford.

O centro da cidade é relativamente pequeno. A uns poucos passos da estação de comboios, depois de passarmos um pequeno canal – onde tentei entender onde se poderia fazer remo por aquelas paragens, lembrando a mítica rivalidade Oxford x Cambridge – fica logo o centro e a sua rua pedonal com comércio. Por toda à volta se vêem edifícios onde estão instalados os colégios ou que lhe servem de infra-estrutura, como bibliotecas, com as omnipresentes bicicletas à porta. Depois de caminhar pelos inúmeros parques da cidade, muitos deles dedicados especialmente ao desporto que o estudante são não só em mente tem de praticar, visitei o Christ Church e o Lady Margaret Hall.

O Christ Church porque é provavelmente o maior e mais prestigiado colégio de Oxford, o que mais formados ali transformou em primeiros-ministros britânicos (parece que foram “só” treze). Faz parte do nosso imaginário de aventuras, desde a Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll até ao Harry Potter. Tem uma catedral lindíssima dentro do próprio colégio que é a diocese de Oxford. E tem um pátio – o quadrângulo ou Tom Quad – enorme, em conformidade com a grandeza de tudo o que nos rodeia.

O Lady Margaret Hall porque foi o colégio onde Benazir estudou (a propósito, no Christ Church estudaram o seu pai e o seu filho). Este é absolutamente belíssimo, encantador e plácido, enfim, todos os adjectivos lamechas que encontremos pelo caminho servirão para o descrever. O vermelho quase ocre do seu edifício principal e mais antigo contrasta na perfeição com o verde vivo da relva do primeiro pátio. E depois, colégio adentro vem então a surpresa, os seus jardins imensos, atravessados por um rio estreitíssimo, mesmo junto ao University Parks.

Para além de uma caminhada pela cidade e pela visita a estes dois colégios, tive ainda tempo para uma espreitadela ao Ashmolean Museum, um dos mais antigos do Reino. É bastante completo e atravessa quase todos os tipos de arte, desde arqueológica, decorativa, antiga, até obras mais recentes e mesmo contemporâneas. O edifício está muitíssimo bem adaptado.

Bom, e agora que já conheço um pouco de Oxford fico a sonhar com uma futura visita à rival Cambridge.

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