Aqaba – Mar Vermelho

Em Aqaba param alguns barcos de cruzeiros e respectivos turistas. A cidade, que tem vindo a crescer rapidamente nos últimos anos, tornando-se uma das mais populosas do país, está virada, por isso mesmo, para o turismo. Apesar da indústria da pedra ter também relevância, são as praias e a sua corniche que se destacam. Há a praia pública, com os barquinhos para curtos passeios ali à volta e as famílias a banharem-se.


As mulheres, como não podia deixar de ser, vão vestidas e acaba por ser muito pitoresco ver as mais velhas com as cadeiras instaladas na água e as crianças a brincar à volta. No centro de Aqaba há uma serie de hotéis e restaurantes que podiam estar em qualquer lugar do mundo. No entanto, nos últimos anos a cidade tem vindo a estender-se mais para sul, em direcção à fronteira com a Arábia Saudita, para a zona de Tala Bay, onde ficam hoje os melhores resorts com acesso a praias privadas.


O Mar Vermelho é conhecido por ser um dos melhores locais para o mergulho, ainda que melhor no Egipto do que aqui. Todavia, para iniciantes como nós, a experiência chegou para deslumbrar. A água é claríssima, com corais e peixinhos mesmo junto à costa, seja a dois metros de profundidade ou a dez. Olhar para cima e ver aquela luz azul intensa, em que a água e o céu se confundem, depois de sentir os peixes palhaço a nadarem junto a nós é delicioso. É ver as fotos que a Yashica da mana tirou até se engasgar com demasiada água na bateria.



Os dois rapazes do centro náutico do hotel eram sul-americanos, um argentino e outro colombiano, “fugidos” da revolta árabe do Egipto, mas desgostosos com a falta de clientes aqui na Jordânia. Ou então fartos de clientes mulheres que lhes chegam a pedir actividades onde não se tenham de molhar (?). Ficámos sem perceber muito bem a origem da maior parte da clientela do hotel e dos turistas por aqui. Serão Jordanos, palestinianos, árabes certamente.
Um dos aspectos interessantes da localização desta cidade é o facto de que, deitadas na praia ou na piscina, estamos na Jordânia, olhamos para a direita e aí está Israel, para a frente o Egipto e para a esquerda a Arábia Saudita. Um melting point de fogo.

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