Japão – Takayama – Hirayu Onsen – 7.º dia

Outra das atracções de Takayama são os seus animados mercados matutinos a que, efectivamente, vale a pena dedicar uma olhada. Assim o fizemos no começo da manhã. Aqui encontramos tudo o que nos pode garantir uma das muitas refeições especiais que teremos, com certeza, em qualquer canto do Japão.

Em seguida, ida para o Hida-no-sato, um museu ao ar livre que reúne diversas casas tradicionais da zona. O local onde estão instaladas é, como não podia deixar de ser, privilegiado, rodeado de montanhas (mais verde) e com um belo lago no centro. Aqui podemos apreciar vários exemplos da arquitectura do século passado e sentirmos como era a vida rural então. Os telhados típicos estão todos eles preparados para aguentar a forte neve. E dentro das casinhas, que podem ser de habitação ou quintas ou celeiros, testemunhamos como é uma casa de uma divisão imensa que graças às portas de correr sobre o tatami se vai transformando numa casa com as divisões que a cada momento vamos desejando ou precisando, como se tece ou acende o fogo. Estas casas são todas em madeira, reconstruções que foram trazidas para aqui.

De Takayama seguimos em jornada de autocarro de cerca de uma hora até Hirayu. O tempo transformou-se por completo e chovia inclementemente nessa tarde, incapaz, ainda assim, de impedir que apreciássemos toda a pujante beleza do caminho de montanha. Hirayu é um pequeno ponto no mapa, conhecido pelos seus onsen, banhos termais em bom português. Esta foi outra das nossas experiências de um Japão típico.

Os onsen pululam pelo Japão, ou não estivesse o país sempre com uma erupção aqui, um terramoto ali. Quente, quentinho. Há os na montanha, na praia, na cidade.

Aqui na vila / onsen de Hirayu a vida pode ser rapidamente resumida como ir ao banho e comer. Relaxar é o mote. Para o banho há todo um ritual e etiqueta a cumprir. Há que levar a toalha de corpo e uma toalhinha pequenina que ainda hoje não entendo para que serve, senão como adereço para limpar o suor quando se está no calor do banho. Antes de entrar temos de nos banhar intensamente. Sentamo-nos num banquinho e lavamo-nos. A nudez é obrigatória, daí que a maior parte dos onsen sejam separados entre homens e mulheres. O hotel em que ficámos, apesar de um bocado (completamente?) decadente no quarto que nos apresentou, tem zonas comuns fabulosas, nomeadamente os jardins e os onsen. Super bonitos, descansa o corpo, a alma e a vista.

 

Passemos então ao resumo da comida (melhor efectuado, como não podia deixar de ser, aqui e aqui). Outra das experiências que não se deve perder no Japão é viver uma refeição kaiseki. Viver em toda a sua plenitude, sim, porque é disso que se trata, não apenas de ingerirmos algo para nos manter vivos. A apresentação de uma refeição deste tipo obedece à lógica da japonesidade, acompanhada de todo um envolvimento estético e requinte, também visíveis em outras áreas da vida, nomeadamente a arte. Mas a comida é, aqui, uma arte singular e superior. Os pratos vão nos sendo servidos como se de uma obra de arte se tratasse, quer quanto à apresentação dos alimentos e ingredientes, quer quanto à loiça que nos é trazida, de uma beleza e elegância sem igual. Como poderemos voltar a encarar as refeições quando voltarmos para casa? Talvez visitas mais frequentes ao Tomo de Algés ajudem.

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