Santa Marta e Minca


Santa Marta leva o título de mais antiga cidade da América do Sul. Os espanhóis começaram a construir aqui uma cidade em 1525 e hoje esta é a segunda mais importante das Caraíbas colombianas. Porém, hoje, também, na rota dos turistas não é muito mais do que um ponto de passagem. De passagem para a Sierra Nevada, a mais alta cordilheira junto ao mar do mundo, ou de passagem para o Parque Nacional Natural Tayora, nome de um dos povos indígenas que contribuiu para que os espanhóis ficassem loucos pelas riquezas da região.



De Santa Marta, terra onde Simon Bolívar, o libertador, viveu os seus últimos dias, reteremos o seu concentrado e pequeno centro histórico, com casas coloridas e que parecem apenas conservadas as que servem para hotéis ou restaurantes. E reteremos a enorme chuvada que deixou todas as ruas da cidade completamente alagadas, de tal forma que foi impossível não meter a pata na poça (parece que isto é habitual, o alagamento). Para o final do dia foi-nos concedido um por do sol com cores irreais sobre o Mar das Caraíbas com a Sierra Nevada a assistir na primeira fila. 


Antes, no entanto, acertámos na escolha de uma breve visita a Minca, a cerca de 40 minutos de Santa Marta e situada a 600 metros de altitude na Sierra Nevada. A viagem faz-nos entrar num mundo completamente diferente da costa caribenha mesmo ali vizinha. A vegetação é intensa e profunda, a paisagem cheia de recortes e artisticamente moldada pelo contorno dos montes. Minca é conhecida pela sua natureza – visitámos os Pozos Azules, umas piscinas artificiais com cascatas a adorná-las – e pelo café orgânico – visitámos uma finca de café, a Hacienda la Victoria. 



O tour foi sofrível e para além de nos apercebermos dos meios mecânicos utilizados na produção do café, que não terão alterado muito desde 1892, data do início de laboração desta fábrica, não 
aprendemos e comprovámos muito mais do que o facto de que aqui o grão de café tem sabor a cacau. O clima ao redor de Minca, bastante mais ameno e agradável do que o calor húmido de Santa Marta, leva a que a produção de café reúna aqui as condições ideais. Curiosamente, parece que não é fácil apreciar bom café na Colômbia, uma vez que os melhores lotes são exportados. 

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