Wawel

Se a Basílica de Santa Maria, na Rynek, é o postal mais famoso de toda a Polónia, o Castelo de Wawel é o maior símbolo da nação polaca.



Instalado no alto de um pequeno cerro banhado pelo rio Vistula, testemunha de um milénio da história polaca e pouso de reis e centro de poder por 500 anos, este é um lugar mítico e especial.
Os primeiros reis polacos escolheram Wawel no século X e logo no século seguinte também o bispado de Cracóvia fez desta a sua casa. Em 1596 um grande incêndio foi o pretexto para a mudança da corte para Varsóvia, mas embora tenha havido uma real perda de importância Wawel e Cracóvia nunca foram esquecidos. Posteriormente chegou a ser hospital do exército austríaco, cidadela, residência do presidente quando a Polónia recuperou a sua independência e o lugar escolhido pelo governador geral alemão Hans Frank durante a II Guerra Mundial. 



Desde então Wawel tem sido objecto de diversas obras de reconstrução e restauro – que continuam – e as obras primas que foram escondidas dos nazis têm vindo paulatinamente a voltar ao seu espaço.
Hoje o complexo de edifícios que chegou até nós inclui uma estrutura muralhada, uma catedral e um palácio. A que se tem obrigatoriamente de juntar uma vista para toda a Cracóvia e um ambiente encantado.



Subindo o cerro para entrar em Wawel vamos tendo a Catedral ao nosso lado para lá do muro ocre e, apesar de suspeitarmos da sua beleza, só quando nos vimos no pátio interior de Wawel é que temos certeza de todo o esplendor da sua Catedral. Igualmente em tom ocre e topo verde característicos da cidade, é porém o dourado de uma das suas pequenas cúpulas que deslumbra. Ou, mais acertadamente, o dourado absorve a nossa atenção, mas é o conjunto de todos os elementos e pormenores, todos eles diferentes, que faz deste edifício um espanto.




O interior da Catedral é rico. Palco de diversas coroações e celebrações, vamos passando por inúmeras capelas em vários estilos, todas elas deslumbrantes. Um ponto alto do interior da Catedral é a visita aos túmulos reais, de um luxo sem medidas.


Podemos e devemos ainda subir à Torre da Catedral e para além de ficarmos a conhecer o sino Sigismund, o maior da Polónia, com 11 toneladas, ganhamos uma nova vista. O rio ficou para trás e diante de nós temos agora a cidade velha de Cracóvia e um imenso pulmão verde. 



A par da Catedral há que visitar o Castelo, ou melhor, o Palácio de Wawel. 
Após diversas intervenções, o que vemos hoje data do século XVI e aqui se combinam vários estilos arquitectónicos, como o gótico, o barroco e o renascentista. Este último é o mais evidente e salta à vista desarmada nas marcantes galerias do paço e suas arcadas.


Entre o muito à nossa escolha, e porque o tempo torna difícil abarcar tudo e a entrada em cada espaço é paga de forma autónoma, optámos por conhecer as Salas de Estado e os Apartamentos Reais Privados. A visita aos Apartamentos é guiada, pelo que assim se apreende mais e melhor. No entanto, apreciei mais a visita às Salas. Em ambas podemos ver o luxo real materializado em mobiliário, louça, tapeçaria e pintura (de momento a obra “Dama com Arminho”, de Leonardo da Vinci, está em exposição no Wawel). Salões grandes, tectos trabalhados, chão com mosaicos com figuras geométricas, paredes revestidas a couro e uma janela aqui e outra janela ali escancarada para a cidade velha de Cracóvia que se deixa, assim, ser espreitada pelo Wawel numa relação directa e íntima. 

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