Aqueduto da Amoreira

O Aqueduto da Amoreira será, ao lado do Aqueduto das Águas Livres que segue sobre o Vale de Alcântara, em Lisboa, e o Aqueduto dos Pegões, que liga ao Convento de Cristo, em Tomar, um dos mais pitorescos do nosso país, resultando numa imagem de tirar o fôlego a qualquer um.
É, está visto, um dos postais de Elvas.

A população de Elvas vinha aumentando e, com isso, aumentava igualmente a necessidade de abastecimento de água à povoação.
D. João III escolheu o arquitecto Francisco Arruda e determinou, em 1537, a construção do Aqueduto.
Todavia, dada a enormidade da obra, cerca de 8 km, com uma arcaria de 4 andares e 843 arcos na zona central que chega a atingir os 31 metros de altura (estando aqui no vale de São Francisco o pedaço deste Aqueduto que se presta mais à dita foto de postal), as obras da sua construção estiveram paradas por alguns anos por falta de verbas; depois de se juntar mais uns trocos prosseguiram; com a tomada de Filipe I da coroa portuguesa voltaram a parar; depois arrancaram novamente; mas logo se chegou à conclusão de que era necessária uma alteração ao projecto; até que em 1622 estava finalmente pronta a obra, permitindo que as águas passassem sobre o Aqueduto da Amoreira a caminho do destino traçado quase um século antes.
As “obras de Santa Engrácia” ainda estavam para acontecer, mas parecerá esta história rocambolesca o bastante?
Nem por isso – falta dizer que já depois da Restauração a defesa de Elvas foi ficando cada vez mais exigente dada a sua posição geográfica raiana e, assim, seria necessária a construção de mais e mais fortalezas, pelo que se pensou demolir o aqueduto para aí se construir as ditas fortalezas. Acontece que, visionários e já com preocupações culturais no que à preservação do património diz respeito (ou talvez estivessem apenas preocupados com o abastecimento de água, concedo), os populares não permitiram que aquela ideia fosse adiante.
Quem não conheça a forma de gerir as cidades nos nossos dias poderia pensar que toda esta história é treta, brincadeira de Abril, mas não: ide ver na página do IPPAR (hoje IGESPAR) em
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=70195

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