Giro Pela Toscânia

Partimos de Florença, a maior cidade da Toscânia, para um périplo pela região, nomeadamente pelo Chianti, a área do vinho toscano.
A Primavera iniciara-se recentemente e os campos ainda não estavam verdejantes nem muito floridos. Não sei se por essa razão, a paisagem apesar de bonita não me impressionou. Julgo contudo, que tendo como referência a paisagem vinícola do Douro, é difícil haver uma superação.

Seguimos a estrada local SR222, conhecida como Via Chiantigiana e começámos por parar em Greve in Chianti.

Percorremos esta pequena e simpática cidade e usufruímos da sua praça principal em formato triangular.

Aqui, todos os sábados de manhã tem lugar um mercado. Como não era dia de mercado, aproveitámos por entrar em algumas das lojas da praça, nomeadamente na Antica Macelleria Falorni, um talho toscano que existe desde 1729. Para quem gosta de comer, tudo é apelativo. É difícil sair da loja. Só conseguimos esse feito depois de nos abastecermos com alguns dos saborosos enchidos da região.

Prosseguimos a nossa viagem pelos campos toscanos e parámos em Panzano in Chianti, uma cidadezinha localizada no topo de uma colina.
Cruzamo-nos logo com a Anticca Macceleria Cecchini, do famoso talhante Dario Cecchini. Logo que se entra esticam-nos um copo de vinho e apresentam-nos uma série de produtos para degustarmos. Gosto destes toscanos. Uma delícia.

De seguida caminhamos pelas ruas, vamos até à igreja de Santa Maria Assunta e admiramos as paisagens vinícolas, nomeadamente a Conca d’Oro, uma das paisagens mais pitorescas da região.

A paragem seguinte foi em Radda in Chianti, uma bonita cidadezinha medieval. Almoçámos na praça principal, bordeada pela igreja de origem romana San Niccolò, e percorremos as simpáticas ruazinhas.

Continuámos viagem até Castellina in Chianti, cidadezinha de origem etrusca, também localizada no topo de uma colina. Deambulámos pelas ruas, admirámos os legumes nas bancas das mercearias, desembocámos no adro da Igreja de San Salvatore e um pouco mais acima demos com a praça onde se localiza o Forte, o qual actualmente alberga os serviços municipais.

Da nossa incursão pelos campos e cidadezinhas toscanas, a jornada termina em San Gimignano. Trata-se de uma cidade medieval fantástica e surpreendente. É ponteada por uma série de torres. No total são 13, mas no passado a malha urbana era composta por muitas outras. Se já agora surpreende, não imagino como seria antes.
Subimos à Torre Grossa, a mais alta. Do topo alcançam-se vistas fantásticas e apreendemos a malha urbana, longitudinal e feita de ruas apertadas.

Em baixo encontra-se a Piazza della Cisterna, o núcleo antigo da cidade. Algumas pessoas atravessam a praça, a caminho da contígua Piazza del Duomo ou da Via San Giovanni, a rua principal rua comercial. Outras deixam-se estar sentadas na antiga cisterna, localizada no centro da praça. As sombras no chão são cada vez maiores. Denunciam o entardecer. Os pássaros voam e, tal como nós, assistem a toda a dinâmica lá em baixo.

O sol começa a declinar e vamos até às ruínas do Forte Rocca di Montestaffoli, onde se localiza também o Museu do Vinho. Sentamo-nos a absorver a atmosfera, a paisagem, o som suave que vem dos instrumentos que uns músicos tacteiam. Deixamo-nos estar. Tranquilamente.

Depois, seguimos a nossa jornada e continuamos a percorremos calmamente as ruas desta cidade única, que rapidamente nos conquista. Tudo é perfeito e bonito.

Antes de a noite chegar e de seguirmos viagem para Siena, procuramos um ponto de vista mais distante que nos permita ter outra visão sobre a cidade.
Afastamo-nos pelas estradas sinuosas da Toscânia. Damos com uma estradinha que sobe uma colina. Vamos nesse sentido. Percebemos que se trata do acesso a uma quinta vinícola. Não interessa, sabemos que aquele é o caminho certo. Encontramos o que procurávamos. Eis que temos uma visão sublime. Os campos e ao fundo a cidade e o seu edificado.

De longe, apesar de escalas diferentes, o skyline de San Gimignano parece o de Manhattan. É como se estivéssemos em Brooklyn a olhar para a Baixa de Nova Iorque. Mas não. Aqui o tempo histórico parece ser outro. Recuamos à época medieval. Tudo é orgânico, singelo, harmonioso e surpreendente. Uma maravilha.

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