Alhambra – Generalife

O nosso percurso à Alhambra teve início pelo Generalife, o jardim do arquitecto ou jardim dos sublimes (Jinnah al’ Arif). A preocupação de fazer deste um lugar perfeito é evidente e totalmente alcançada. O paraíso na terra é aqui.

O Generalife, construído entre 1302 e 1309 (sendo hoje, porém, praticamente uma recriação dessa época, tantas são as alterações e inovações, embora conservando as ideias do jardim islâmico / persa), era a residência de verão dos sultões e estava para além dos limites da Alhambra dos palácios, sendo por isso vedada a sua entrada senão ao sultão e sua família. 


Logo à entrada vêmo-nos envolvidas pelo jardim dos ciprestes e não é difícil imaginar os sultões e as suas princesas a deambularem por ali, contemplando todo o vale que se nos abre. 



As árvores podem dominar, sim, mas é o conjunto delicado de pátios, piscinas e fontes que nos encanta. 


Os edifícios – pavilhões – estão aqui plenamente integrados com a natureza, quer através das árvores e arbustos, mas também pelas janelas rasgadas a fazer de miradouros e os contrastes entre o calor e o frio. 




Mas é o uso da água a correr a sua marca distintiva – uma constante em todo o espaço imenso da Alhambra (e até nos espaços exteriores à Alhambra). Contemplar a água a correr pelos belos canais apazigua a alma e prestarmo-nos a sentir o som da água é toda uma forma de arte. A tranquilidade e a serenidade parecem fáceis de alcançar por aqui e não é difícil acreditar no paraíso, esteja ou não conforme o descrito no Corão.

Os muçulmanos acreditavam nesta forma de paraíso, feita de árvores de fruto, crisântemos, lilases, magnólias e buganvílias, todas criando uma paisagem luxuriante e uma fragrância especial, que juntamente com a água iria servir de contraposição ao deserto das suas origens. Mesmo nos meses mais quentes do ano, é possível encontrar sombras e a brisa acaba por correr refrescante.
O Generalife é um dos exemplos mais antigos de jardins islâmicos que ainda sobrevivem. Todas as características dos jardins persas estão aqui presentes (como veremos em post futuro acerca dos jardins persas).

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s