Serra d’ Arga


Entre Ponte de Lima e Caminha, recortando montes, vales e planaltos, fica a Serra d’ Arga. 
Há formas mais rápidas de ligar as duas cidades minhotas, mas seguramente não tão bonitas e surpreendentes como esta, a de atravessar a Serra d’ Arga.

As mais famosas serras irmãs da Peneda e do Gerês roubam as atenções, de tal forma que pelo meu breve passeio apenas me cruzei com um casal de bicicleta (haja fôlego!), com um grupo de motocross e não mais do que com uma mão cheia de carros. 


Nesta serra subimos a bom subir até aos 825 metros de altitude. Não segui para a Nossa Senhora do Minho, o ponto mais alto da serra donde se diz avistar uma vista fabulosa de toda a cercania, mas donde se diz também ser uma estrada estreita não recomendada em dias de chuva e a quem tem vertigens. Destas últimas não sofro, mas trombas de água foi coisa que me tocou.




Segui, então, pela trilogia de Argas: Arga de Cima, Arga de Baixo (com cerca de 70 habitantes cada) e São João de Arga.

E paisagens não faltaram, ainda assim. 




Com os contornos dos montes ao longe, junto a nós vamos vendo desfilar uma terra preenchida de vegetação rasteira de cor viva e rochas de granito que parecem ter sido estrategicamente moldadas e lá colocadas. Isto por contraposição à imagem tradicional que nos habituámos a ter do verde Minho.
Mas também por aqui existe uma densa floresta verde de pinheiros.






O Santuário de São João de Arga tem uma implantação de tirar o fôlego. Desde cá de cima vamos vendo um conjunto de edifícios encravado no meio de um vale. Depois de descermos um bom bocado até este lugar quase escondido encontramos uma construção românica que foi um antigo albergue de peregrinos. Alguns visitantes mais velhotes também no local no mesmo momento que eu comentavam como estava bonito este santuário, pelo que presumo que tenha sido (bem) restaurado há pouco. Este lugar é, ainda hoje, alvo da popular romaria minhota de São João de Arga, em Agosto. Em Julho acontece a romaria da Senhora do Minho, o tal ponto elevado de acesso assustador que não visitei, na vertente oposta a este.





De São João de Arga até Caminha é mais uma alegre rota por curvas e novas paisagens que se sucedem. Até que na aproximação a Caminha obtemos esta vista irreal e somos obrigados a parar o carro na estrada e deixarmo-nos ficar ali de boca aberta a ver brilhar a foz do Minho, com a Galiza ao fundo.


Nesta passagem pela Serra d’ Arga apenas foi possível apreciar a paisagem. Mas esta Serra é muito mais do que isso. Falámos de romarias mas outras tradições, costumes e lendas têm aqui lugar. A natureza é rainha e está acompanhada pelos autóctones garranos que, infelizmente, não tive oportunidade de encontrar. Na memória fica, então, esta paisagem natural apaziguadora.

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