Rio de Sorte

Para um viajante este domingo dia 12 de Dezembro de 2011 se não foi perfeito andou perto disso. Dificilmente poderia ocupá-lo melhor, a não ser tendo alguém de quem gosto por companhia.
Comecei bem cedo na Feira Hippie de Ipanema, em busca de artesanato bonito para mim, mãe e mana. Consegui-o. Depois, meio da manhã ainda, segui numa doce caminhada pela Lagoa rumo ao Parque Lage. Um grande esticão, é o que é. Mas não conseguia deixar de manter um sorriso no rosto pelo dia lindo e, finalmente, praticamente azul. Por esta altura apenas a Pedra da Gávea estava fechada e o Cristo lá no alto do Corcovado teimava em aparecer e desaparecer por entre as nuvens.

A Lagoa Rodrigo de Freitas é um espaço naturalmente fantástico. Mas os cariocas aproveitam-no de forma ainda mais fantástica, seja a pedalar, correr ou simplesmente caminhar pelos seus cerca de 7,5 kms. A rodear a Lagoa ficam os bairros de Ipanema, Leblon, Jardim Botânico e um sem número de morros verdejantes que fazem de parceiros perfeitos para a sua água. Água esta onde treinam os míticos Clube Regatas de Flamengo e … há mais algum time brasileiro de que valha a pena falar? Adiante para dizer que podemos ir para dentro da Lagoa, literalmente, com o barco de remo ou de vela ou tão somente alugando uma gaivota e entreténs do género.

O Parque Lage fica a cerca de 1 km do Jardim Botânico e bem debaixo do morro do Corcovado. Foi a minha primeira visita aqui e o comentário possível é como é que foi possível não ter dado por ele antes. Aqui fica instalada a Escola de Artes Visuais e tem uma cafetaria onde aos domingos não cabe mais ninguém para tomar o brunch. Daqui parte ainda um trilho para o Corcovado. Se isto não chega para cativar, apenas dizer que o Parque é deslumbrante. Pode não ter as espécies variadas e fantásticas que se encontram no vizinho Jardim Botânico nem a sua carismática avenida (ou álea) das palmeiras, mas tem inúmeros recantos com lagos e grutas e não lhe falta uma torre chamada “castelinho” e a bonita fachada e pátio do edifício principal.

Pausa para almoço e logo táxi rumo ao Cosme Velho para a mais tradicional forma de se alcançar o Corcovado – através do bondinho. Da próxima prometo-me que o alcanço a pé desde o Parque Lage ou pela estrada das Paineiras. O assento a se tomar no bonde deverá ser do lado direito quando se sobe, para se apreciar (uma vez mais) a forma engenhosa como os cariocas ocuparam as encostas dos morros, seja com aquilo a que chamamos favelas ou mesmo com prédios de uns quantos andares. Vêem-se ainda umas amostras da paisagem tanto da zona norte como da zona sul que veremos na sua plenitude lá bem em cima.
O morro do Corcovado fica a 710 metros. Não contentes por ser um dos morros mais altos das redondezas, os brasucas tiveram que lhe acrescentar uma estátua de Cristo enorme. Não foi este no entanto que iluminou a minha felicidade, mas antes o seu apóstolo São Pedro. O céu estava limpíssimo, a visibilidade era total, até onde a vista alcançava, ou seja, tudinho até ao horizonte e mais além, e olha que eu sou bem míope. Só me apetecia sorrir, rir, gargalhar.

Nem o facto de todo o Rio de Janeiro ter decidido subir ao Corcovado ao mesmo tempo que eu me tirou do sério, que não seriam uns encontrões a todo o momento e uma espera que parecia não ter fim para chegar ao lugar mais à frente dos miradouros que me iriam aborrecer. Para a fotografia ficar ainda mais linda não faltaram, para além dos pássaros, uns fulanos a fazer asa-delta e parapente.
Já sabia que esta é provavelmente das vistas mais bonitas que podemos alcançar em qualquer canto do mundo. Mas tinha achado um pouco despropositada a escolha do Cristo Redentor do Morro do Corcovado para uma das 7 maravilhas do mundo, ao lado de sítios como Machu Picchu, tendo Angkor Wat ficado de fora. Revi agora a minha opinião e de facto este não é um sítio natural. Quem teve a ideia de criar este miradouro sobre toda a cidade do Rio de Janeiro (e o “toda” não é exagero) criou mesmo uma maravilha a ser fruída por todos nós e não apenas pelos passarinhos ou outros a fazer disso. Ainda para mais, este Cristo é lindo, pena estar de túnica de alto a baixo para ver se o seu corpo é tão saradão como o dos caras que se passeiam nas praias lá em baixo.

Com o dia já ganho, corrijo, com a vida já ganha, apanhei uma van para descer até ao Leme para tentar ver o seu Forte que não havia conseguido ver no dia anterior por causa da chuva (inacreditável o dia que tinha estado ontem e o dia que esteve hoje). Entregue aos militares, estes rapazes são uns queridos por partilharem connosco uma vista diferente do Pão de Açúcar e Niterói.

A caminhada até ao topo tem cerca de 800 metros de puro deleite, tanto de fauna como de flora. Os saguins vão fazendo companhia a flores lindíssimas, com o mar sempre por testemunha lá bem em baixo. Lá em cima a vista das traseiras do Pão de Açúcar não é menos elegante do que a sua mais tradicional frente. Mas a vista para Copacabana é fenomenal, sentindo-se bem o pulsar da vida boa dos banhistas que não deixavam de encher a praia no tempo bom.

Porém, nenhum dia ficaria completo com sucesso sem o por do sol no Arpoador. Faria mês que vem 10 anos da última vez que estive aqui sentada com a família toda reunida pronta a bater palmas no momento em que o sol se esconde debaixo de água. Desde esse dia que sonhava repetir a experiência e ontem quase que tinha chorado quando uma chuvada caiu à tarde precisamente quando estava no Arpex. Ou se calhar chorei mesmo e confundi as lágrimas com a chuva. Mas hoje não. Ipanema e Leblon com umas cores soberbas com o Morro dos Dois Irmãos como comparsa e a Pedra da Gávea a assistir. Os surfistas no Arpoador são muito mais do que figurantes. O sol cai no mar, à esquerda dos Dois Irmãos, e todo o cenário vai mudando de tons. Quando o sol se esconde definitivamente e as palmas das centenas de presentes sabem reconhecer o feito, não dá nenhuma vontade de ir embora, só de continuar ali sentada na Pedra do Arpoador a imaginar que Deus é realmente brasileiro e que Cristo escolheu bem o seu poiso e também faz questão de testemunhar este por do sol.

O Rio à Chuva e ao Frio

O segundo dia comecei-o bem cedo para colocar em marcha o pretexto que me trouxe ao Rio. Ou seja, nadar 2 km nas águas de Copacabana, no Posto 5, onde decorrerá a modalidade de Águas Abertas nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Que honra! Incrivelmente, uma vez que estamos em pleno Verão brasileiro, o dia amanheceu com chuvinha miúda, céu fechado, água a 17 graus. Não costumo ter problemas com o frio da água e nado sempre sem fato, mas desta vez senti logo um friozinho ao entrar na água do Posto 5 de Copacabana. Só que … talvez o facto de ter o Pão de Açúcar à minha frente me tenha feito pensar em nadar de cabeça levantada e esquecer tudo o resto. Apesar de termos sido cerca de 300 fulanos, consegui não levar muitos socos e pontapés e fiz toda a prova de forma relaxada. No final tive que sair rapidamente rumo ao hotel para tomar um banho quente, que uma hipotermia não dava nada jeito.

Mais tarde, depois de São Pedro me ter permitido um deslumbre visual no Leme sem chuva, mas com um vendaval tal que a areia empurrada contra as pernas fazia doer, vim a aperceber-me que afinal o frio do começo da manhã não era páreo para o que viria nas horas seguintes. Foi o seguinte: entrada no Forte Duque de Caxias, vulgo do Leme, negada por pista escorregadia pela chuva caída anteriormente; pedra do Arpoador de fugir por chuva (e frio e vento) caída no momento. Pior do que isto só mesmo descobrir que a Galeria River, tão amada por mim e pela minha irmã nos anos 90, não tem absolutamente nada de jeito, a não ser uns hambúrgueres deliciosos. Mais, a K & K foi-se não sei para onde.
A vista do Arpoador, uma daquelas coisas que vale por si só uma viagem transatlântica, especialmente se for para ver o por do sol, de sonho tornou-se pesadelo. Uma desolação inexprimível. A Pedra da Gávea só se via a metade da sua altura, dai que umas horas mais tarde, estando numa das ruas interiores de Ipanema e vendo o céu a descobrir um pouquinho, não tenha hesitado em correr até à praia para ter mais do que um vislumbre deste cenário esculpido directamente pelas mãos de Deus, mais um entre tantos no Rio.

Depois de uma volta pela Ipanema das lojas mais na moda (só para ver, que os preços brasileiros estão estratosféricos), segui para o Jardim Botânico, que nunca havia visitado.

Dizer que é um recanto numa metrópole é dizer pouco. Mandado ser criado pelo rei D. João VI quando este se pôs em fuga para o bem bom dos trópicos, não serão tanto – aos meus olhos e conhecimentos – as espécies que alberga que fazem a diferença. Antes o facto de ficar encostado à Mata Atlântica e ficar rodeado daqueles morros imensos e verdejantes de que o do Corcovado é só um exemplo. A enorme e lindíssima avenida das palmeiras, cartão postal do Jardim, parece ficar subjugada a toda esta esmagadora natureza.

Já que estava por ali, atravessei umas ruas e fui dar uma espreitada à Lagoa Rodrigo de Freitas, mais uma daquelas coisas da natureza que não se explicam, antes se observam cuidadosamente para o queixo não cair. Ainda por cima, apesar de o tempo continuar uma tristeza, os morros em volta faziam espelho nas suas águas, dai que não tenha chorado tanto. Desde há uns anos que em Dezembro é instalada uma árvore de Natal no meio da Lagoa, a maior árvore flutuante do mundo, que de noite vai mudando de cores e enfeites, muito parecida com aquela nossa árvore que esteve no Terreiro do Paço e em Belém.
De volta para Copacabana, e apesar do cansaço, só tinha vontade de continuar a caminhar na Avenida Atlântida, deixando-me estar a ver os joguinhos de futebol ou de voléi, mas tal como no começo do dia … ai o frio.

Pelo Centro do Rio

O primeiro dia foi dedicado ao centro do Rio. A irlandesa Andrea, da organização da prova do Rei e da Rainha da Mar, perguntou o que é que eu ia fazer para o centro, ela que até mora em Santa Teresa. Fui ver museus, ora essa. E fui sentir o coração da cidade que trabalha, que se move de um lado para o outro sem ficar parada a apanhar sol na zona sul.

Comecei numa viagem de metro entre Copacabana e o Largo do Machado onde umas senhoras da terceira idade faziam exercícios numas máquinas instaladas pela prefeitura. Na cidade que vai receber uns jogos do mundial de futebol em 2014 e os jogos olímpicos em 2016 não se espera menos do que toda a gente dedicada ao desporto.

E por falar em exercício, depois de passar o Catete subi meio com língua de fora a ladeira que leva até à Igreja de Nossa Senhora do Outeiro da Glória. Não fui, no entanto, recompensada com a vista linda que de vez em quando o tempo permite – a chuva miudinha e o céu coberto não me largaram.

Mesmo assim, ida obrigatória até ao Parque do Flamengo, com a sua praia debruçada para a Baia de Guanabara e Morros da Urca e Pão de Açúcar. A animação, mesmo que pouca gente esteja por lá, é constante e vai do joguinho de futebol, aos corpos sarados que correm junto à agua ou ao pai e filho que empinam papagaio. Ou, então, descansar apenas.

No Parque do Flamengo fica o Museu de Arte Moderna, instalado num edifício também ele com a característica modernista acoplada e com intervenção paisagística de Burle Marx. A colecção não me pareceu nada de extraordinária, mas o espaço interior vale a visita.

Já no centro visitei ainda o Museu de Belas Artes, com lugar à arte brasileira desde o seu inicio, nos fins do século XVIII, até aos dias de hoje. Fiquei fula quando me deparei com um aviso de que a obra “Café” de Portinari havia sido emprestada. Grrrr. Também o edifício, bem mais antigo do que o do MAM, vale a visita.
E por último, no que às artes diz respeito, o incontornável Centro Cultural Banco do Brasil, enorme, variado, moderno, pujante. Ainda por cima tem actualmente uma exposição sobre a Índia, tema bem do meu agrado.
Estes dois últimos espaços culturais ficam situados bem no centro da cidade. O Museu das Belas Artes fica junto da Cinelândia, onde fica também o Teatro Municipal, de arquitectura singular de que não haverá muitos mais exemplos no Rio. A poucos metros daqui fica o confuso e movimentado Largo da Carioca. A arquitectura aqui não é tão antiga e junto a um vulgar edifício com uns 30 andares fica o fabuloso edifício da Petrobras, feito com cortes que dão o efeito de criarem uns jardins em vários patamares.

A arquitectura no centro do Rio é uma autêntica misturada de estilos, o antigo com o velho, o moderno com o novo. Um exemplo gritante desta confusa mescla, onde o resultado é pavoroso, é o da Praça onde fica o Real Gabinete de Leitura Português. Este edifício, absolutamente deslumbrante no seu interior, tem a fachada em estilo manuelino; à sua frente temos um 2 pisos que mais parece que um furacão lhe passou adiante sem ter conseguido arrancar-lhe o mamarracho que lhe fica atrás; e… que é aquele caixote horrendo ali mesmo à beira? De fugir, não fosse dar-se o caso do Real Gabinete ser uma daquelas visitas que valem bem uma vida.

De fugir a sete pés, se a multidão deixar, é a zona conhecida como o SAARA, algo como sócios e amigos das adjacências da rua da alfândega. Dizem que aqui estão os melhores preços de todo o Rio, e efectivamente foi aqui que encontrei as havaianas mais baratas, mas só isso não chega para sobreviver com dignidade a esta mega feira de lojas que percorre um sem número de ruas. Para que conste, nunca gostei de feiras e nem os enfeites a atirar para o género de santos populares me fez mudar de ideias.
O objectivo deste primeiro dia era conclui-lo no bairro de Santa Teresa já com o meu bilhete para o show dos Kings of Convenience no Circo Voador na mão. Pode parecer estranho ir ouvir um duo norueguês a uma das salas mais míticas do pop rock carioca, mas para além de ser o meu grupo favorito um dos seus rapazes até canta Vinicius de Moraes num português quase perfeito. Fiquei pelo bairro da Lapa com as mãos a abanar – parece que aos cariocas também lhes faz sentido ir ouvir os nórdicos, os bilhetes estavam esgotados.
Deixa a tristeza para lá, que ainda faltava passar por baixo dos Arcos da Lapa, já que o bonde está novamente suspenso. Ver os arcos branquíssimos ali mesmo ao pé foi uma desilusão, achei-os feios, nada elegantes. Assim como achei feíssimos os materiais da Catedral Metropolitana, apesar de ter achado linda a sua arquitectura e forma tanto no seu exterior como interior, redondinha e cheia de vitrais.

Mas aí perto fica a escadaria Selaron que nos faz esquecer rapidamente tudo o resto. Um artista chileno que vai enchendo uma escadaria enorme de azulejos desenhados e pintados por ele, em nome do amor que tinha por sua mulher já falecida e do amor bem vivo pelo Rio. Um portento de imaginação.

O Rio de Janeiro Continua Lindo, mas…

À chegada do avião ao Rio, a zuka sentada umas cadeiras atrás de mim, que durante a viagem deu provas de não jogar com o baralho todo, estava mais excitada do que eu e não parava de reclamar palmas para a aterragem brilhante do piloto “xentii, num credito qui ninguém vai batê palma”. O mais hilariante foi antes, quando toda a traseira do voo ficou a saber dos contornos da sua relação com um “pilantra, cafajeste, salafrário, mas qui eu amo dimais”. Foi nesse preciso momento que realizei que estava prestes a pisar o Rio que tanto me deixou doente de amor nos anos 90. O Rio das novelas, da música do Cazuza, do Lobão, dos Kid Abelha, do Tim Maia. “Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho tanto pra contar”.
Mas o Rio já não é o mesmo. O Rio está muito caro.
Mas o Rio ainda é o mesmo. Desde logo, o Rio de Janeiro continua (mesmo) lindo.
E o trânsito continua impossível. O bonde de Santa Teresa continua fechado porque aconteceu lá uma tragédia com mortes. Sempre a segurança, mas agora por questões técnicas e não criminosas.
Na verdade, o Rio está mais seguro. Já se para nos sinais vermelhos à noite e pode andar-se com mochila atrás das costas sem ter a sensação que nos vão perseguir e mexer a qualquer momento. Andar sempre sozinha à vontade foi uma constante durante estes poucos dias de Dezembro de 2011.
Mas o Rio precisa ainda de muitas reformas. Nos acessos para o centro da cidade vindo do aeroporto e um pouco por todo o lado. É impossível continuar a perder-se tantas horas no trânsito. Ainda que o metro pareça servir parte da zona norte mais desfavorecida (que não conheço), os transportes públicos têm de melhorar infinitamente e não parece que as informais combis possam ser parte da solução numa rede séria e organizada.
As atracções turísticas têm preços de primeiro mundo (22 euros para subir ao Pão de Açúcar e 18 para o Corcovado) mas não são acompanhadas de brochuras e informação de qualquer tipo. Aliás, os velhinhos mapas da HStern continuam reis e senhores e, há que dizê-lo com toda a justiça, lindíssimos.
2014 é ano de uns poucos jogos do Mundial de Futebol. 2016 será o ano de um teste sério, os Jogos Olímpicos, onde todos terão de estar mobilizados para que tudo corra à altura. E as estruturas serão o mais importante, porque a segurança deu para ver que tem vindo a ser controlada.
Tudo de bom!

Aquele Abraço

Em Maio tive uma prenda de anos (que são só em Novembro) antecipada, ou melhor, uma prenda de Natal, ou melhor ainda, a notícia de uma daquelas prendas com que sempre ando sonhando mas que sempre vou adiando. O uso do gerúndio é aqui mais do que apropriado: uma viagem ao Rio de Janeiro foi o que me calhou. Para isso apenas tive que nadar em volta do Oceanário cerca de 1500 metros e ver sair de dentro da tômbola de um sorteio a minha touca n.º 164.
O tão esperado regresso ao Rio (ao qual não ia desde 2002) seria para ser de 7 a 12 de Dezembro, 5 míseros dias e mais 1 de viagem. Graças aos nuestros hermanos da Iberia o dia 7 não foi todo ocupado na seca do avião – o que ficou adiado para o dia 8 – mas sim com umas tarde e noite inesperadas em Madrid. Consequência do estúpido atraso do avião: os curtíssimos 5 dias transformaram-se num ápice em 4 repentinos dias.