As Fronteiras

À partida para a viagem por alguns dos países dos Balcãs levava desde logo a ideia da necessidade de passar de uns para os outros pelas suas fronteiras terrestres (Croácia para Bósnia; Croácia para Montenegro; Montenegro para Albânia; Albânia para Macedónia).
Ouve-se hoje dizer amiúde que já não há fronteiras e a nossa experiência será maioritariamente a de ir directamente de avião para um local ou percorrer a Europa do espaço Schengen onde as fronteiras físicas não se sentem mais.
Aqui nos Balcãs recordei as palavras de Ryszard Kapuscinski nas suas Andanças com Heródoto: 
“(…) ao chegar à fronteira, as terras tornavam-se mais vazias, as pessoas escasseavam. Aquele vazio potenciava o carácter misterioso daqueles lugares. Reparei também que nas zonas fronteiriças reinava o silêncio, o mistério e o silêncio intrigavam e atraiam. Era tentado a ver o que estava do outro lado. Imaginava o que é que se podia sentir ou pensar ao atravessar a fronteira. Deve ser um momento de grande emoção, de tensão, de inquietude. Como será do outro lado? Seguramente é diferente. Mas que significa diferente? Parecido com quê?”

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