A vertente sul do Parque Florestal de Monsanto

Rasgado pela A5, o Parque Florestal de Monsanto tem a sul alguns dos equipamentos pioneiros na sua construção.

O Jardim e a Casa de Chá (ou restaurante) de Montes Claros é um lugar recolhido com vistas tão contraditórias como aquela que dá para o bulício da paisagem da CRIL inundada de edifícios industriais e comerciais ou aquela outra que se abre à foz do Tejo.

O edifício modernista rectangular, projecto de Keil do Amaral construído em 1949, mantém a sua fachada inalterada, embora tenha sofrido diversas obras de recuperação do seu interior por forma a receber eventos. Desde este edifico branco de dois andares estende-se pelo jardim um canal estreito de 90 metros de comprimento que no final se torna mais largo, criando um lago a cuja volta exterior se desenvolve uma pérgola. Não é só de arquitectura e de vistas de que se trata Montes Claros. O relvado do seu jardim é ideal para relaxar ou para pequenos jogos.

Não muito longe daqui fica a residência oficial do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, edifício cujo destino se discute nos nossos dias.

Um pouco mais a norte encontramos uma das entradas para a muito frequentada Alameda Keil do Amaral. Uma alameda exclusivamente pedonal ou ciclável, com um circuito de manutenção em vários pontos do caminho, onde nos vemos envolvidos por uma densa vegetação. Algumas frestas nas árvores permitem-nos ir antecipando o cenário que teremos totalmente aberto à nossa frente quando chegarmos, uns metros depois, ao Anfiteatro Keil do Amaral. Esta é uma das vistas mais bonitas para a Ponte 25 de Abril.

Uns metros mais elevado, no Miradouro do Moinho do Penedo (ou do Alferes), podemos apreciar a mesma paisagem desde o campo de basquete. Aqui fica um dos mais concorridos parques de merendas de Monsanto. E, claro, o moinho que dá nome ao lugar.

Acima do Anfiteatro, outro miradouro essencial, o Miradouro Keil do Amaral, com uma vista fantástica para o Palácio da Ajuda.

Daqui podemos fazer um percurso circular por entre caminhos até ao final da Alameda, junto à outra entrada na Estrada do Alvito.

É interessante constatar que apesar de ficarmos por aqui totalmente rodeados de vegetação em caminhos estreitos, nem sempre conseguimos alcançar o silêncio, uma vez que os veículos passam na estrada mesmo ao lado. Não os vimos, mas ouvimos. É talvez a única coisa a lastimar por aqui.

No entanto, consegue-se encontrar lugares de recolhimento, como este arranjo paisagístico ao redor de um pequeno lago. De volta à Alameda, encenamos outro dos mais frequentados parques de merendas de Monsanto.

Ainda não cansados de miradouros, outra vertente da cidade se nos oferece agora no Miradouro do Alvito, antes de chegarmos ao parque recreativo de mesmo nome. São as torres das Amoreiras e Campolide em destaque.

Para terminar este passeio, passamos o Clube de Ténis sem nele entrar e seguimos directos para o último miradouro do dia: o miradouro do Bairro do Alvito, construído num descampado com uma vista directa para a Ponte sobre o Tejo, numa direcção de olhar, e para o Aqueduto e Prazeres, na outra.

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