São Jorge, o dragão

São Jorge, a ilha, já teve a sua forma descrita com o recurso à imagem de diversos animais. Um lagarto boiando no mar ou um crocodilo disfarçado na bruma, segundo João de Melo. Até um navio de pedra.

É um rochedo verde, longo mas esguio, a segunda ilha mais longa do arquipélago. Da Ponta dos Rosais à Ponta do Topo são cerca de 53 quilómetros de estrada e de norte a sul não são mais de 7 os quilómetros.

A costa norte da ilha nem sempre é de fácil acesso e é onde estão a maioria das 80 fajãs, o acidente geográfico que dá fama a São Jorge e a única forma de povoação a norte. Mas, para nossa felicidade, também na costa sul encontramos algumas das deliciosas fajãs. E o caminho a sul dá-nos ainda um bónus: a imagem companheira da montanha do Pico, no outro lado do canal. Pelo meio, um centro da ilha que tem no Pico da Esperança a sua maior elevação, com 1053 metros.

Infelizmente, o costumeiro nevoeiro não me permitiu explorar esta zona da ilha. Nem a Ponta dos Rosais. Se já tinha visto a minha estadia na ilha de São Jorge ficar reduzida para metade, para pouco mais de 24 horas, por conta do mau tempo no canal, o seu próprio nevoeiro ainda me vedou a possibilidade de passear livremente à volta dos seus verdes cones vulcânicos. Com estas borbulhas rugosas, voando de São Jorge para a Terceira pude, por entre algumas nuvens, perceber o porquê da ilha se assemelhar na verdade a um dragão.

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